A Justiça da Comarca de Italva/Cardoso Moreira condenou, nesta semana, integrantes de uma facção criminosa responsáveis por torturar duas pessoas em Cardoso Moreira, em março deste ano. Os acusados — jovens com idades entre 19 e 25 anos — foram sentenciados a penas que variam de 5 a 17 anos de reclusão, todas em regime fechado.
O crime ocorreu quando as vítimas foram capturadas por membros da facção e submetidas a agressões brutais com paus, como forma de “punição” imposta pelo tráfico. As cenas de violência foram gravadas pelos próprios agressores e circularam nas redes sociais, caracterizando o que é conhecido como “tribunal do crime”.
A investigação mobilizou uma força-tarefa composta pela Polícia Militar (PMERJ) e pela Polícia Civil (PCERJ). As equipes atuaram de maneira integrada para identificar os envolvidos, cumprir mandados de prisão preventiva e apreender celulares, roupas e outros materiais que coincidiam com os vídeos divulgados.
O Ministério Público apresentou denúncia por tortura, e um dos acusados também foi responsabilizado por corrupção de menores, por envolver adolescentes na ação criminosa.
A análise das imagens, dos depoimentos e dos itens recolhidos permitiu que a Polícia Civil individualizar as ações de cada suspeito, O Ministério Público apresentou denúncia por tortura, e um dos acusados também foi responsabilizado por corrupção de menores, por envolver adolescentes na ação criminosa.
O Judiciário reconheceu a prática de tortura, crime previsto na Lei 9.455/97 e classificado como hediondo. Um dos acusados também foi condenado por corrupção de menores, por envolver adolescentes na ação criminosa.
As penas aplicadas seguiram o grau de participação de cada réu, além de manterem as prisões preventivas devido à gravidade dos fatos.
Na sentença, o Tribunal destacou que a atuação violenta de facções e a tentativa de impor regras paralelas por meio do medo e da tortura não serão toleradas na Comarca de Italva/Cardoso Moreira.
As autoridades reforçaram que combaterão com rigor qualquer tentativa de impor “tribunais do crime” na região e que seguem empenhadas para garantir segurança e o cumprimento da lei.



